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Dr. Vitor Ferrer · Cirurgia Geral

Cirurgia por videolaparoscopia

A videolaparoscopia é uma forma de operar o abdome por pequenos cortes, com uma câmera e instrumentos finos, sem a abertura ampla da cirurgia convencional. Costuma trazer menos dor no pós-operatório e cicatrizes menores. Ela não serve para todos os casos: a escolha entre vídeo e cirurgia aberta é feita na consulta, pelo que é mais seguro para cada paciente.

Dr. Vitor Ferrer — cirurgião geral — CRM-SP 204810. Conteúdo informativo; não substitui a consulta.

Como funciona

Com o paciente sob anestesia geral, o abdome é preenchido com gás carbônico para criar espaço de trabalho. Por cortes de poucos milímetros a cerca de um centímetro entram a câmera, que projeta a imagem ampliada em um monitor, e os instrumentos com que o cirurgião opera.

Ao final, o gás é retirado e os pequenos cortes são fechados.

O que muda para o paciente

Comparada à cirurgia aberta, a videolaparoscopia costuma estar associada a:

  • menos dor no pós-operatório;
  • cicatrizes menores;
  • internação mais curta em muitos procedimentos;
  • retorno mais cedo às atividades do dia a dia.

São tendências, não promessas: o resultado depende da doença, do procedimento e de cada organismo. Dor no ombro nos primeiros dias, causada pelo gás, é um efeito conhecido e passageiro.

Quais cirurgias são feitas por vídeo

Entre os procedimentos de cirurgia geral em que a via por vídeo é usada com frequência:

Quando não é a opção

Muitas cirurgias abdominais anteriores, com aderências; algumas doenças do coração e do pulmão, que limitam o uso do gás; hérnias ou tumores muito grandes; e situações de urgência com instabilidade são exemplos em que a cirurgia aberta pode ser mais adequada.

Também pode ser necessário converter — começar por vídeo e passar para a via aberta durante o procedimento. É uma decisão de segurança, e a possibilidade é explicada antes de qualquer cirurgia por vídeo.

Preparo e recuperação

O preparo inclui a consulta, os exames pré-operatórios, a avaliação anestésica e orientações sobre jejum e medicações de uso contínuo.

Depois da cirurgia, caminhar cedo é estimulado. A liberação para dirigir, trabalhar e fazer esforço é individual e depende do procedimento realizado. Febre, dor que piora, vômitos persistentes ou vermelhidão nos cortes pedem contato com a equipe.

Perguntas frequentes

Videolaparoscopia é a mesma coisa que cirurgia a laser?

Não. A videolaparoscopia usa uma câmera e instrumentos finos introduzidos por pequenos cortes. O nome popular "cirurgia a laser" é um engano comum; o que caracteriza a técnica é o acesso por vídeo.

Toda cirurgia pode ser feita por vídeo?

Não. A indicação depende da doença, de cirurgias anteriores, das condições clínicas do paciente e da segurança do procedimento. Em alguns casos a cirurgia aberta é a opção mais adequada.

O que significa converter para cirurgia aberta?

É quando, durante a videolaparoscopia, o cirurgião decide continuar por um corte maior. Isso acontece por segurança, diante de aderências, sangramento ou anatomia difícil, e não é considerado uma complicação.

A anestesia da videolaparoscopia é geral?

Sim, na grande maioria dos procedimentos por vídeo a anestesia é geral. A avaliação pré-anestésica define os cuidados para cada paciente.

A recuperação da cirurgia por vídeo é mais rápida?

Em geral, a cirurgia por vídeo está associada a menos dor e a retorno mais precoce às atividades do que a cirurgia aberta. O tempo, porém, varia conforme o procedimento e a pessoa, e é orientado individualmente.

Quer saber se o seu caso pode ser operado por vídeo?

A consulta serve para examinar, ver os exames que você já tem e explicar as opções — inclusive a de não operar. Atendimento particular, no consultório do Jabaquara ou por teleconsulta.

Prefere que a equipe ligue? Deixe seu contato.

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