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Dr. Vitor Ferrer · Cirurgia Geral

Câncer colorretal: diagnóstico e cirurgia

O câncer colorretal é o tumor que nasce no intestino grosso ou no reto, quase sempre a partir de pólipos que crescem ao longo de anos. O diagnóstico é feito por colonoscopia com biópsia, e a cirurgia para retirar o segmento doente é parte central do tratamento quando a doença está localizada. O plano é definido em conjunto com a oncologia, depois dos exames que mostram a extensão do tumor.

Dr. Vitor Ferrer — cirurgião geral — CRM-SP 204810. Conteúdo informativo; não substitui a consulta.

O que é o câncer colorretal

O intestino grosso (cólon) e o reto formam a parte final do tubo digestivo. A maioria dos tumores dessa região começa como um pólipo — uma pequena elevação na parede do intestino — que, com o tempo, pode se transformar.

É por isso que os exames de rastreamento importam: encontrar e retirar pólipos na colonoscopia interrompe esse caminho. Idade, histórico familiar, doenças inflamatórias do intestino, tabagismo e alimentação estão entre os fatores associados.

Como sei que tenho

No início pode não haver sintoma. Quando aparecem, os sinais mais comuns são sangue nas fezes, mudança do hábito intestinal que dura semanas (prisão de ventre ou diarreia novas), fezes mais finas, sensação de evacuação incompleta, anemia, cansaço, dor abdominal e perda de peso sem explicação.

Esses sintomas têm muitas causas benignas, mas precisam ser investigados. A colonoscopia com biópsia confirma o diagnóstico. Depois, tomografias, exames de sangue e, nos tumores do reto, ressonância da pelve mostram a extensão da doença.

Precisa operar?

Na doença localizada, a cirurgia é a base do tratamento. Mas ela raramente é uma decisão isolada: conforme o local e o estágio, pode haver indicação de quimioterapia ou radioterapia antes ou depois da operação, especialmente nos tumores do reto.

Por isso o caso é discutido entre cirurgião, oncologista e outros profissionais. O papel da consulta com o cirurgião é explicar o que os exames mostram, quais são as etapas e em que momento a cirurgia entra.

Como é a cirurgia

Retira-se o segmento do intestino onde está o tumor, com uma margem de tecido sadio e os gânglios linfáticos da região, e as duas pontas são reconectadas. A cirurgia pode ser aberta ou por videolaparoscopia, conforme o caso.

Em algumas situações é necessária uma estomia — a saída do intestino na parede do abdome, com bolsa coletora —, que pode ser temporária ou definitiva. Quando existe essa possibilidade, ela é conversada antes da cirurgia.

Recuperação

A internação costuma ser de alguns dias e varia conforme a cirurgia e a evolução de cada pessoa. A alimentação e a caminhada são retomadas de forma progressiva, ainda no hospital.

O exame do material retirado (anatomopatológico) define o estágio final e orienta se haverá tratamento complementar. O acompanhamento depois da cirurgia segue por anos, com consultas e exames periódicos.

Quando procurar

Marque consulta se você tem sangue nas fezes, mudança do intestino que não passa em poucas semanas, anemia sem causa definida, ou se recebeu o resultado de uma colonoscopia com pólipo ou tumor. Pessoas sem sintomas devem conversar com seu médico sobre quando iniciar o rastreamento, especialmente se houver casos na família.

Vá ao pronto-socorro em caso de sangramento volumoso, barriga distendida com vômitos e parada de gases e fezes, ou dor abdominal intensa.

Perguntas frequentes

Sangue nas fezes é sempre câncer?

Não. Hemorroidas e fissuras são causas muito mais comuns. Mas sangramento pelo ânus não deve ser atribuído a hemorroida sem avaliação: o exame define se é preciso investigar o intestino com colonoscopia.

Como é feito o diagnóstico de câncer colorretal?

Pela colonoscopia com biópsia da lesão. Depois da confirmação, exames de imagem e de sangue mostram a extensão da doença e orientam o plano de tratamento.

Toda cirurgia de câncer de intestino precisa de bolsa de colostomia?

Não. Na maior parte das cirurgias o intestino é reconectado. A estomia é necessária em situações específicas e pode ser temporária. Quando há essa possibilidade, o cirurgião explica antes.

Quem decide o tratamento do câncer colorretal?

A decisão é conjunta. Cirurgião, oncologista clínico e, quando indicado, radioterapeuta analisam os exames e definem a sequência das etapas com o paciente.

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A consulta serve para examinar, ver os exames que você já tem e explicar as opções — inclusive a de não operar. Atendimento particular, no consultório do Jabaquara ou por teleconsulta.

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